terça-feira, 30 de outubro de 2007

Machismo? Novos tempos nas Américas!!!!


As mulheres sempre foram exploradas pelos homens. Se há uma verdade que ninguém põe em dúvida, é essa. Mas que fique bem claro… foram !!! Nos novos tempos, ninguém pode negar que cada vez mais as mulheres vêm ocupando cargos grandiosos que antes, uma possível cogitação, soaria como piada.

E nas Américas, com a chegada do século XXI isto esta se tornando realidade. Há poucos dias, nossos co-irmãos Argentinos provaram que o tradicional machismo latino está cada vez mais longe de ser colocado em prática. No ápice da democracia de uma nação, aquele momento em que o povo deve eleger seu mais novo chefe de Estado, a recém eleita Cristina Kirchner disputava briga pelo cargo com Elisa Carrió.

Já no Chile, no início de 2006, Michelle Bachelet foi incontestavelmente eleita a primeira presidente mulher do país com pouco mais de 53% dos votos. Há quem diga que com ela no poder, as coisas estão caminhando melhor para os chilenos.

E o que dizer sobre a senadora de NY e pré-candidata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, que é apontada pelos Democratas como grande trunfo para retomar o poder norte-americano dos Republicanos de Bush.

Estes são apenas alguns exemplos; e exemplos não faltam. Em linhas gerais as mulheres estão cada vez mais mostrando o seu talento e ocupando cargos estratégicos e posições de destaque que até então eram exclusivamente dos homens. Sejam elas empresárias, politicas, médicas, advogadas… elas estão alcançando o que era incontestável, superando os preconceitos e os limites e mostrando que tem sim, muito preparo e muita competência para tais funções e responsabilidades.


Será que se não fosse assim desde o início dos tempos, as coisas não seriam diferentes?!?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

A procura da beleza perfeita! Ela existe?


Um pesquisa encomendada pela marca Unilever e feita pela StrategyOne, envolveu 3.200 mulheres, entre 18 e 64 anos de idade, de dez países (entrevistas realizadas entre fevereiro e março de 2004): EUA, Canadá, Inglaterra, Itália, França, Portugal, Holanda, Brasil, Argentina e Japão. Ela buscou identificar os componentes dos novos padrões de beleza, incluindo felicidade, relacionamento, autoconhecimento e cuidados pessoais.

Alguns dados interessantes:

2% das mulheres se descrevem como belas
59% acreditam que mulheres fisicamente atraentes são mais valorizadas pelos homem
68% concordam que a mídia utiliza padrões irreais e inatingíveis de beleza
76% dizem que a mídia retrata a beleza baseada mais na atratividade física do que na beleza
54% das brasileiras já considerou submeter-se a cirurgia plástica

Um ano após essa pesquisa, a Unilever encomendou para o Ibope, um outra coisa mil mulheres brasileiras. 57% das meninas entre 16 e 17 anos consideram a mulher “violão”, ou seja, com curvas, a que melhor representa a mulher brasileira, contra 39% para as mulheres entre 18 e 29 anos e 31% para as mulheres entre 30 e 48 anos. Apesar de 91% das mulheres preferirem mulheres normais em campanhas publicitárias, poucas estão satisfeitas com seu próprio corpo. 44% delas querem perder peso. O que elas fazem para isso? 31% se rendem aos regimes alimentares, 12% fazem ginástica, e 5% chegam a tomar remédios.

Uma outra pesquisa feita com 140 modelos, pelo psicólogo Marco Antonio de Tommaso, perguntava a elas quais notas dariam ao próprio rosto e ao corpo. Em média, deram 7,2 para o rosto e 6,3 para o corpo. Algumas modelos chegaram a se dar nota 2,5 ou 3!

Parece que a busca incansável pelo padrão de beleza atual continua. Mesmo com campanhas contra anorexia, bulimia, campanhas pela real beleza (da própria Unilever/Dove), e discussões diárias sobre o assunto nos meios de comunicação, as mulheres continuam se prendendo à um padrão estético que elas mesmas dizem ser irreal. Ou seria real? A sociedade cobra isso das mulheres?

O que seria um padrão do que é bonito em uma sociedade tão diversificada em termos físicos? Existe um PADRÃO para aproximadamente 6,8 bilhões de pessoas?

“Até que gosto do meu corpo, mas preciso afinar minhas coxas, são muito grossas. Meu peito teria que ser mais empinado. A cintura menor. Uma lipoaspiração no quadril, talvez” - H.N. 20 anos 1,74 m, 53 kg.

Três a Quinze Anos de Prisão

O número de mulheres presas no Brasil por tráfico de drogas ultrapassa a marca de dez mil. Parece chocante, mas é a realidade! Os dados foram coletados pela polícia Federal, departamento de Narcóticos de São Paulo (Denarc) e o Ministério das Relações Exteriores (fonte: Revista ISTO É). A pesquisa diz ainda, que cerca de 80% delas tem o mesmo perfil: jovens e de classe média.

Essas mulheres aceitam incisões cirúrgicas para esconder a mercadoria (ecstasy e cocaína, principalmente). Ainda de acordo com a ISTO É, elas recebem de US$ 1 mil a US$ 15 mil por ‘serviço’, e esse valor varia de acordo com a quantidade da carga.

Acredita-se que essa procura por mulheres que aceitam realizar o serviço, antes feito por homens, baseia-se na boa aparência, que despista a polícia; além da máfia que atua junto aos produtores colombianos de drogas. O fato de no Brasil, o quilo da cocaína custar por volta de US$ 4.500, enquanto na Europa é de US$ 25 mil e no Japão até US$ 100 mil, ‘obriga’ os traficantes a transportá-la rumo ao maior lucro possível.

Inclusive no último dia 27, o site do jornal ‘O Globo’, do Rio de Janeiro publicou uma matéria em destaque intitulada: Mulheres no Tráfico – Uma vida nada cor-de-rosa nas bocas de fumo. Muito interessante, e discorre sobre a vida das favelas na pele de mulheres. Fala, também, sobre o crescimento dessa atividade e como é essa atuação dentro das favelas. Vale a pena conferir:

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/10/27/326930083.asp

Baseada nessa matéria que sugeri, acredito que essas mulheres passam a ver apenas um lado de suas ações; como, geralmente, estão acompanhadas de outras que realizam as mesmas atividades (ou semelhantes), ocorre uma interação de idéias. Então, para permanecer de acordo com a maioria, seguem os ‘padrões’ e acreditam que seja algo bom para a família, em termos financeiros.

Porém, é possível afirmar que as mulheres tendem a temer a fuga dessa situação em que se meteram, pois, acreditam que esse é o jeito mais seguro de sobreviver e serem aceitas.

Até o ano de 2006, o número de mulheres presas por tráfico aumentou 76,1%.

Livro: “Falcão - Mulheres e o tráfico”, de Celso Athayde e MV Bill.




Parte do vídeo produzido pelas alunas de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Manckenzie: Fernanda A. Kuslevicius / Helena Sá / Laura Andrews / Marina Beltrame / Patrícia Schiaveto / Renata Di Giaimo Sommerfeldt / Roberta Santoro;

Entrevista (na íntegra) realizada no município de Rio Claro - SP, pela aluna de Jornalismo do 5° semestre Marina Beltrame.

sábado, 27 de outubro de 2007

Copa do Mundo Aqui ???


Atualmente, devemos nos acostumar com diversas manchetes sobre este tema...


Claro, o Brasil é o pais do futebol... nada mais justo e coerente do que termos o grande espetáculo da bola no país da bola....


No entanto, as coisas nao são bem por ai. Com os investimentos estimados para realização de tal evento poderíamos resolver diversos problemas que nos defrontam diáriamente !!


O índice de analfabetismo no Brasil, de acordo com pesquisa do IBGE gira em torno de 10% da população, o índice de desemprego esta em torno de 15% (Diese), a criminalidade esta evidente em cada esquina deste país.


Tomando como base que os jogos Pan Americanos realizados em Julho deste ano no Rio de Janeiro (em apenas uma cidade), com um orçamento incialmente previsto para R$ 800 milhões, na verdade ultrapassou R$ 3,5 bilhões; quanto será que gastaríamos para revitalizar os estádios, os estacionamentos, centros de treinamento em aproximadamente 10 capitais do Brasil??


No entanto, devemos considerar que um evento de tais proporções no Brasil, iria alavancar o mercado de turismo no país. Cidades como Rio de Janeiro, Maceió, Natal e Florianópolis, privilegiadas por suas belezas naturais, enxergam neste evento uma grande oportunidade para seus interesses econômicos, como por exemplo revitalizar a segurança e os tranportes públicos de suas cidades. Sem considerar que seria uma grande oportunidade de mostramos para o mundo que somos sim capazes de organizar uma Copa do Mundo, e que o Brasil pode sim ser considerado um dos países emergentes deste novo século.


Fica um questionamento:
Vale a pena tamanho investimento? Vamos discutir quais são as prioridades?? Vamos??

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

São Paulo de todos, São Paulo de ninguém...

Não é de hoje que os paulistanos são xenofóbicos – senão a maioria, grande parte deles. Porém, não há outra cidade que misture tanto os genes, de tantas etnias, como São Paulo. É só estar no centro da capital para perceber isso! Não há raça que não se encontre; não há aparência física que não seja comum; enfim, não existe rosto que não caiba em São Paulo.

Considerada a cidade de maior diversidade cultural do Brasil e uma das mais diversas do mundo, São Paulo conta com 2,3 milhões de imigrantes vindos de todas as partes do globo. É a terceira maior cidade italiana do mundo, a maior cidade japonesa fora do Japão, a terceira maior cidade libanesa fora do Líbano, a maior cidade portuguesa fora de Portugal e a maior cidade espanhola fora da Espanha.

Está nas raízes da cidade ser multicultural e, é justamente por isso que é tão rica. O que seria dos paulistanos se não fossem os imigrantes? A mistura de raças, etnias e culturas se acentuou com o correr do tempo e marcou profundamente a vida cultural, social e econômica da cidade, transformando-a em a 19ª cidade mais rica do mundo!

Além disso, é a 34ª entre as cidades mais caras; a que tem a 2ª maior frota de helicópteros – atrás apenas de Nova Iorque; a cidade que tem o 5º maior zoológico; a que recebeu o título de “Capital Mundial da Gastronomia” de uma comissão formada por representantes de 43 nações; a que possui uma das 8 ruas mais luxuosas de compras do mundo (Rua Oscar Freire), dentre outras estatísticas.


O que se ganha com isso? Identidade!
Identidade que tem a cara de São Paulo e a cara do mundo!




E você, o que tem de São Paulo? E, o que São Paulo tem de você?
Foto: Radiobrás