sábado, 20 de outubro de 2007

Identidade

Teve início na terça-feira (16) em Paris, a 34ª reunião da Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que a cada dois anos reúne todos os seus Estados membros. Com o intuito de provocar reflexões, orientar políticas de conduta e definir metas, a reunião segue até o dia 3 de novembro e conta com brasileiros para buscar conquistas.
Na edição passada do evento, celebrada também em Paris de 03 a 21 de outubro de 2005, foi abordada uma questão ainda em pauta e que pouco obteve mudanças. No documento que legitimou a “Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais” consta:


Afirmando que a diversidade cultural é uma característica essencial da humanidade,
Ciente de que a diversidade cultural constitui patrimônio comum da humanidade, a ser valorizado e cultivado em benefício de todos,
Sabendo que a diversidade cultural cria um mundo rico e variado que aumenta a gama de possibilidades e nutre as capacidades e valores humanos, constituindo, assim, um dos principais motores do desenvolvimento sustentável das comunidades, povos e nações,
Recordando que a diversidade cultural, ao florescer em um ambiente de democracia, tolerância, justiça social e mútuo respeito entre povos e culturas, é indispensável para a paz e a segurança no plano local, nacional e internacional, Celebrando a importância da diversidade cultural para a plena realização dos direitos humanos e das liberdades fundamentais proclamados na Declaração Universal dos Direitos do Homem e outros instrumentos universalmente reconhecidos, (...)".


Passados muitos andos, endos e indos, o documento dispõe suas conclusões. Convém incitar se muito se fez, ou sentiu, acerca desse assunto.


- Os povos buscam manter suas características originais ou estão cada vez mais tentando fundirem-se a uma cultura dominante?


- Se não buscam, ao menos tentam resistir a um movimento homogeneizante?


Foto: Luciana Cattani e Gabriel Boieras.


Esse post continua na próxima quinta-feira (26).

É doce, mas o preço é salgado!

Um resort no Sri Lanka criou uma sobremesa especial. É uma cassata italiana de folha dourada com Irish cream, servida com compota de manga e, romã e com calda de Sabayon de Champagne (sobremesa francesa feita de gema de ovo batida).
É decorada com uma escultura de chocolate que representa um pescador se agarrando numa palafita (antiga forma de pesca local), além de uma água marinha (pedra preciosa de 80 quilates).


O mais surpreendedor é o preço: míseros 29 mil reais!


Segundo o gerente de relações públicas do hotel, a sobremesa – nomeada de “A Indulgência Elevada do Pescador” – é um doce criado para ser único. E é justamente isso que é. Já pode ser considerada a sobremesa mais cara do mundo, segundo o Guiness Book.
Ok! Não há de se negar que o doce aparenta ser gostoso. Contudo, nos coloquemos a refletir (talvez até a viajar um pouco).


No Brasil, um trabalhador que tenha como renda o salário mínimo, gasta R$194,34 para ususfruir de uma cesta básica. Deste modo, deve trabalhar, em média, 112 horas. Se este mesmo trabalhador resolvesse comer uma dessas sobremesas, deveria poupar cerca de 149 cestas básicas, ou seja, deixaria de fazer suas refeições essenciais em, pelo menos, 1 ano (considerando que a família consuma somente uma cesta básica ao mês).


Por outro lado, se uma pessoa de classe média-alta quisesse usufruir desse “doce de luxo”, somente perderia a oportunidade de doar essas cestas básicas e assegurar o alimento essencial de 149 famílias.


E você, quanto pagaria por essa sobremesa?


Fonte: foto e informações do Planeta Bizarro (globo.com)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Por que não?

De 25 a 28 de Novembro acontecerá o 2º Congresso Internacional de Controle do Câncer no Rio de Janeiro. Cientistas, médicos e pesquisadores se encontrarão para discutir sobre o assunto e encontrar soluções para a doença.


- Como estimou-se, no ano de 2006 ocorreriam 472.050 novos casos no Brasil e os tumores infantis deveriam corresponder a um valor que variaria de 4.700 a 19.000 destes.


- Mesmo havendo melhoras na qualidade dos tratamentos – houve uma queda de aproximadamente 35% da taxa de mortalidade – o câncer é invariavelmente fatal, sendo a terceira ( e, em algumas regiões, a segunda) causa de morte entre 1 e 15 anos no país. A incidência vem aumentando desde a década de 70 (6,1% em 15 anos) e hoje a taxa geral de cura é de 70%.


Algumas medidas implementadas na Política Nacional de Transplantes de Medula Óssea ocasionaram no crescimento do número de doadores ao longo dos últimos anos. Em 2004 havia cerca de 80.000 doadores cadastrados; em 2006 tal marca era de 342.453 doadores, dos quais 24.005 eram só do estado de Minas Gerais – com o maior número de cadastros e quase 10 mil a mais do que o segundo colocado. A chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a uma em cem mil.


Por que não?



Para mais informações acesse:


http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=489

http://www.gacc.com.br/



"Sorrir / Quando a dor te torturar / E a saudade atormentar / Os teus dias tristonhos, vazios / Sorrir / Quanto tudo terminar / Quando nada mais restar / Do teu sonho encantador” (“Sorrir”, Djavan)

Nos cabe julgar?

“Uma operação policial na favela da Coréia, em Senador Camará (zona oeste do Rio), deixou 12 pessoas mortas nesta quarta-feira, segundo informações do governo do Estado. Entre os mortos estão uma criança de 4 anos e um policial civil. As outras vítimas seriam traficantes que entraram em confronto com a polícia”.
Fonte: Folha Online


Essas operações são comuns nas favelas de São Paulo e, principalmente, do Rio de Janeiro. Mas agora isso está em evidência na mídia e fora dela.


Participaram da operação quase 300 policiais, e de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, apenas onze pessoas foram presas. Mas, além disso, foram apreendidas várias armas (fuzis, granadas, pistolas e uma metralhadora), além de celulares, rádios, drogas e munição.


Como grande parte das operações, o objetivo era de prender os criminosos, traficantes e recolher as armas que chegam à favela. Porém, essas ações sempre deixam feridas e/ou mortas pessoas que não tem nada a ver com essa ‘briga’. Nesse caso, um menino de quatro anos foi atingido e morreu a caminho do hospital.


Aí está a diferença de ‘ação e reação’. Nesse caso a população não vai gritar pelo direito do menino da favela? Qual a diferença entre ele e os garotos de classe média ou alta? Creio que a diferença esteja no dia-a-dia! Isso acontece sempre, não é novidade pessoas morrendo diariamente nas favelas, seja pela mão de bandidos ou policiais.




- As áreas em torno das favelas do Rio tiveram um salto nas estatísticas sobre a violência em 2007.
- De acordo com o Instituto de Segurança Pública, foram 91 assassinatos e 111 mortes com alegação de resistência (mortos pelo corpo policial).
- Esses dados são baseados entre janeiro e agosto de 2007 e mostram que houve mais mortes nas ações policiais e não nas criminosas.
- As estatísticas sugerem o AUMENTO de homicídios no Estado do Rio de Janeiro.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Eleição célebre!

A próxima eleição virou palco de candidatos famosos. Celebridades resolveram entrar no mundo político para disputar as eleições municipais de 2008. Podemos escalar no time dos famosos que se filiaram a um partido personalidades como: o estilista Ronaldo Ésper, o apresentador Sérgio Mallandro, o ex-jogador Viola, o cantor Rafael Ilha, a modelo Renata Banhara, a ex-vedete e jurada Marly Marley, a apresentadora Cristina Rocha, a cantora Gretchen e o empresário Oscar Maroni.

Duas vertentes norteiam essa questão: primeiro o oportunismo dos famosos candidatos artistas, que optam pela política quando a carreira não vai bem, a fim de ter espaço na mídia, aproveitando-se da fama para conseguir votos. E os partidos que se aproveitam das celebridades para conseguirem votos e também puxar votos para candidatos desconhecidos do mesmo.

Há certo preconceito em relação à candidatura de famosos. A maioria das pessoas associam suas opções pela vida pública de uma forma negativa. Acho que é uma questão muito polêmica e contraditória, pois ao mesmo tempo em que remetemos às razões colocadas no parágrafo acima, é significativo considerar que o espetáculo de escândalos e corrupções que vemos em Brasília todos os dias, são frutos de pessoas que não são celebridades.

Nessa linha de raciocínio, podemos considerar que não é a profissão do candidato que fará dele um melhor ou pior político. Temos o Congresso que merecemos, não adianta sermos passivos ao que acontece em Brasília e reclamarmos das péssimas atividades parlamentares exercidas pelos nossos políticos. Para melhorar os candidatos depende da melhoria dos próprios eleitores.

Portanto, deixo aqui uma pergunta:
O eleitor brasileiro, cansado de ver seu voto desperdiçado, deve ver essas opções como uma saída?