segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Brasil, o país do futebol?

Mais uma semana começando, e como toda segunda, aqui estou eu.
Como prometi ontem, postarei algo diferente do que tem sido visto aqui, mas a respeito de um assunto que eu sou apaixonada: futebol.

Uma pesquisa CNT/Sensus que foi divulgada hoje, trás o ranking das maiores torcidas do Brasil. O que já era de se esperar, em primeiro lugar está o Flamengo, com 14,4% dos torcedores do Brasil. A segunda posição, também já esperada, ficou com o Corinthians, com 10,5% dos votos. O São Paulo aparece em terceiro lugar, com 8%, e o Palmeiras, em quarto, com 7,2%.

A pesquisa também mostrou que a maioria dos entrevistados, 51,9% gostam de futebol, enquanto 32% não gostam e nem acompanham o esporte. Foram entrevistadas 2 mil pessoas, entre os dias 8 e 11 de outubro, em 136 municípios, nas cinco regiões do País.

Meu post de hoje não vai trazer nenhuma polêmica, e nem uma reflexão mais séria sobre o assunto. O que quero deixar aqui são três perguntas:

Você gosta de futebol?

Que time você torce?

Por que o brasileiro gosta tanto desse esporte?

"Futebol é a essência da alma brasileira. Tem Capoeira, tem malandragem, tem meio tom, tem sabedoria, tem Chorinho, tem Samba, tem vela, tem tudo." Aldemir Martins, pintor.

domingo, 14 de outubro de 2007

Muita coisa deve mudar.

Estava procurando algo diferente para postar, pois esse blog está ficando meio político e sério demais. Nossa proposta é trazer a reflexão, mas ela não existe apenas em questões políticas. Enfim, na busca de algo diferente para postar, encontrei uma matéria que me fez mudar de idéia. Meu primeiro post no blog foi elogiando o tratamento contra os sintomas da AIDS que o Brasil proporciona. Mas uma matéria na Folha Online do dia 12 de outubro diz o seguinte:

O Brasil é o 91º colocado numa lista de 171 países analisados pelos seus indicadores de risco de mortalidade materna. Uma em cada 370 brasileiras corre o risco de morrer devido a complicações na gravidez ou no parto, revelou um relatório divulgado nesta sexta-feira dos órgãos OMS (Organização Mundial da Saúde), Unicef, Fundo de População das Nações Unidas e Banco Mundial. Para se ter uma idéia, o primeiro país da lista é a Irlanda, onde o risco de morte materna ronda apenas uma em cada 47 mil mulheres.

Isso deixa claro que nosso sistema de saúde, ainda é precário, mesmo tendo programas tão evoluídos como o de tratamento contra a AIDS. Políticas de saúde devem ser revistas, e o acesso aos tratamento pré-natais deve ser para todas. O número de mortes entre as grávidas é muito alto, e algo deve se fazer a respeito. E esse não é o único problema que nosso sistema de saúde tem.

A prorrogação da CPMF até 2011 foi aprovada na Câmara dos Deputados essa semana e está sendo encaminhada para o Senado. Originalmente ela foi criada para atender as demandas da saúde. O que você, eu, e todos podemos fazer para cobrar isso? A saúde pede, isso não é atendido. Será que nós podemos fazer algo?
Prometo um próximo post diferente!

Culpa de quem?

Há muito tempo a tragédia humana é motivo de espetáculo, e os meios de comunicação colaboram para saciar esse estranho interesse das pessoas frente aos fatos de natureza violenta. Está mais que provado o quanto a violência, seja ela real ou interpretada, tem o poder de atrair atenções e despertar a curiosidade de muitos.




Foto: Renata Di Giaimo


A mídia, que deveria ser uma forma de inclusão para a população, além de divulgar os fatos de grande importância, está deixando esse papel em segundo plano para adotar um outro sentido como prioridade. E esse novo sentido é a busca pela audiência, não mais pelo bem comum e o bom funcionamento das instituições.


A princípio, o meio de comunicação é imprescindível para o cidadão. É modelado pela sociedade que utiliza essa informação diariamente e deve(ria) conter tudo àquilo de grande importância e interesse comum. Além disso, falta um caráter de motivação para o indivíduo no qual o foco da notícia é direcionado, ou seja, são poucos aqueles que realmente se importam com o conteúdo da notícia, a forma com que ela é divulgada. Talvez por falta de informação, talvez por falta de tempo.


Devo ressaltar, portanto, que a sociedade deve estar alerta para saber diferenciar as noticias relevantes e divulgadas de forma ‘correta’. Todo esse potencial que temos em mãos deve ser utilizado para melhorias em torno da cidadania, justiça, enfim, exercer o papel de reforçar e garantir nossa história.


"A não-violência leva-nos aos mais altos conceitos de ética, o objetivo de toda evolução. Até pararmos de prejudicar todos os outros seres do planeta, nós continuaremos selvagens." (Thomas Edison)


Essa caracterização de colocar a 'culpa na mídia' não será apenas uma fuga das verdadeiras causas desse problema?

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Acabou a palhaçada no Senado?


Bom, como não poderia deixar de ser, hoje vou falar de um assunto que “está na boca do povo” e, que desta mesma forma indigna uns, preocupa outros e ao menos alivia os demais.
Numa espécie de “O que é, o que é?” vou colocar números e peço que tentem adivinhar qual é o caso. (garanto que essa tarefa não vai ser nada complicada!)

- 140 dias de paralisia;
- 5 meses de crise;
- alguns milhares de reais (do dinheiro público) gastos com despesas pessoais;
- infinitas mentiras, brigas, trapaças;
- permanente confusão;
- e, finalmente, 45 dias de licenciamento.

Já dá pra saber do que eu estou falando, não é?
Muito bem! Chegou a hora a que muitos esperavam: o afastamento de Renan Calheiros.
Na última quinta-feira (11/10), o excelentíssimo presidente do Senado resolveu pedir licença do cargo a fim de evitar maiores constrangimentos na casa. Em pronunciamento exibido pela TV Senado, Renan diz:
“Com este meu gesto, que é unilateral, preservo a harmonia do Senado, deixo claro o meu respeito pelos interesses do país e homenageio, sem dúvida, as altas responsabilidades das funções que exerço, contribuindo decisivamente para evitar a repetição dos constrangimentos ocorridos na sessão de 9 de outubro"
Piada né?
Constrangimento foi o que mais vimos no Senado até agora! E é utopia pensar que vai acabar só porque o presidente das falcatruas resolveu se afastar por 45 dias!
Pode ser que o desgaste do Senado amenize e os parlamentares voltem a “trabalhar”, mas o resto continuará na mesma. A verdade é que num mundo individualista, cada um permanece estável até onde lhe é conveniente.
A meu ver, o afastamento de Renan é mais favorável a ele do que a nós. Ficaria difícil ser julgado num lugar onde a maioria é contra você, e pior, num espaço propício a surgirem novas acusações.

Tira a pedra do caminho
Serve mais um vinho
Bota vento no moinho
Bota pra correr
Bota força nessa coisa
Que se a coisa pára
A gente fica cara a cara
Cara a cara cara a cara
Bota lenha na fornalha
Põe fogo na palha
Bota fogo na batalha
Bota pra ferver
Bota força nessa coisa
Que se a coisa pára
A gente fica cara a cara
Cara a cara cara a cara
(Chico Buarque – Cara a Cara)


Será que acabou mesmo a palhaçada?

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Ditadura democrática das idéias

Háa.. a vida é mesmo engraçada. Estava há dias pensando no porquê de as coisas no Brasil não darem certo - se hoje parece que existem mais pessoas engajadas a mudar tudo o que aqui dá errado - quando o assunto da semana surgiu: Luciano Huck fora assaltado e fez um desabafo em uma coluna na Folha de São Paulo . Esta, por sua vez, repercutiu mais ainda ao dar espaço a opiniões de famosos e gente indignada com o que o apresentador escreveu.
Só tive a oportunidade de ler a referida coluna no exato momento, e parece-me que esta uniu meus pensamentos, todos confusos e vagantes. Hoje não explicitarei meu ponto de vista com estatísticas de propósito e por dois motivos: primeiro porque no post abaixo já constam dados suficientes sobre violência; e segundo porque quero mostrar a seqüência de fatos que falam, por si só, e mais que qualquer número, que a ocorrência de tais fatos definitivamente “não está certo”.
A começar por um filme que, antes de sua estréia, já havia sido pirateado e cujo tema explicita a violência recorrente no Brasil. Seguem-se o assalto ao apresentador e o lançamento da revista da Mônica Veloso – sucesso de vendas. Contudo, o que mais me impressionou foi o estrondoso número de críticas pejorativas que Huck levou. E porque? Porque se indignou com o que aconteceu com ele!
Este, infelizmente, não é um fato isolado. Ultimamente, todos que tentam abrir a boca para elucidar suas idéias levam chumbo. Certos ou errados, isso não vem ao caso. Não cabe julgar ou acatar suas opiniões, mas também não cabe desmoralizar todos aquele que tentam fazer algo para mudar a situação caótica em que se encontra o país. Estamos vivendo uma ditadura democrática das idéias, na qual não é permitido revoltar-se e os próprios fiscais de sua efetividade somos nós.

Já havia pensado que não há graça em um gritar “cansei” e outro responder “peidei” – se o primeiro se referia a uma questão not so funny! -, quando li o desabafo na coluna. Uma frase em particular destacou-se e toma o mérito por toda essa iniciativa: “Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo”.
Somos todos estatísticas... e todos temos o direito de nos expressar, revoltar, instigar... Julgar e criticar, na nossa situação, só nos causará mais mal. Ter razão, na atual conjuntura, não é lá tão relevante... provocar mudanças o é! E há tempos...
Há tempos precisa-se provocar, como a Melissa, a Bárbara, a Renata e a Patrícia fizeram... Concordando ou não com suas opiniões, devemos, no mínimo, respeita-las. Assim como ao Huck, ao João Dória Jr. e a todos que quiserem fazer algo por nós. Deixemo-nos nos ajudar!

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” (Martin Luther King)

O que, afinal, te preocupa?