sábado, 6 de outubro de 2007

Depende de nós



  • No Brasil, 10% brasileiros mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais ricos ficam com 47,2%.



  • 80% da riqueza mundial está nas mãos de 15% dos mais ricos;



  • 15% das crianças brasileiras vivem sem condições sanitárias básicas.



  • 12 crianças do planeta enfrenta as piores formas de exploração no trabalho, revelou um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado em Londres em fevereiro de 2005.


  • A cada sete segundos, morre uma criança de fome. Documento-base da Campanha da Fraternidade de 2005


Vista pelos olhos da vasta maioria das pessoas, vivemos em mundo injusto.
Mas o que fazemos toda vez que nos deparamos diante de notícias como escândalos de políticos, corrupção, violência, desigualdade...?
Ficamos indignados, reclamamos, mas não fazemos nada para mudar. A nossa postura em relação ao mundo atual é de conformidade, nos rendemos a uma pressão social, somos influenciados e construimos uma opinião pública a respeito de problemas sociais. A meu ver, é fundamental mudar primeiro as coisas simples e que fazem parte do nosso dia-a-dia. Se cada um fizer sua parte, doar um pouco de si, já é um passo em busca de um Universo Melhor.

Faça a diferença!!! Seja UM no meio de todos.

Por que será que o ser humano é tão conformista?

"Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". Raul Seixas

"O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença." Luís Fernando Veríssimo

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Quanto tempo será que ainda conseguiremos consumir o "básico"?

O preço da cesta básica mais uma vez aumentou de peso no bolso do brasileiro em 14 capitais, segundo o Dieese. Em relação ao mês passado, apenas 2 capitais registraram queda no custo dos gêneros alimentícios de primeira necessidade: João Pessoa (-4,36%) e Recife (-2,75%).

Neste nono mês, o óleo de soja ficou mais caro em 16 capitais, em especial, Belo Horizonte (7,24%), Goiânia (7,11%) e Porto Alegre (5,20%). O arroz, por sua vez, encareceu em 15 localidades pesquisadas, com destaque para Florianópolis (10,74%), Rio de Janeiro (9,34%), São Paulo (6,99%) e Belo Horizonte (6,80%).


Por último, a carne e o pão subiram em 13 capitais. No caso da carne, produto de maior peso na cesta básica, as maiores altas foram encontradas em Aracaju (10,63%), Belo Horizonte (8,72%) e Rio de Janeiro (6,05%). O pão subiu mais em Fortaleza (7,17%), Rio de Janeiro (3,14%) e Salvador (3,10%).

Mas, o que isso quer dizer?
Sendo bem realista, isso denota que cada vez mais podemos comprar menos.
E a situação se agrava à medida que a renda cai, é lógico.
Daqui um tempo será difícil comprar até os chamados "gêneros alimentícios de primeira necessidade".

Quanto tempo será que ele ainda poderá consumir esse "básico"? Será que ainda consome?



Foto: Patrícia Schiaveto




"A fome dos outros condena a civilização dos que não têm fome." (Dom Hélder Câmara)

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Ponto pra nossa saúde.


Segundo a prefeitura de São Paulo, a taxa de mortalidade por AIDS vem registrando gradativa queda desde 2000. Neste ano, a taxa foi de 12,46 por cem mil habitantes, e em 2006, de 9,25. Esta queda está diretamente ligada à adoção da medicação com anti-retrovirais e à implementação da política nacional de distribuição gratuita destes medicamentos.


Trabalhando no Conselho Regional de Medicina de São Paulo, e acompanhando diariamente crises nos sistemas de saúde - que são inúmeras -, podemos considerar isso vitorioso, visto que nosso presidente diz e trata isso como um problema de saúde pública. A distribuição de remédios para tratar a aids é assegurada pela Lei nº 9.313/96. Mas, há um problema: segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, 600 mil pessoas são portadoras do vírus HIV, mas apenas 180 mil recebem tratamento - menos de 1/3 dos infectados. Seria isso falta de informação, falta de educação ou falta de acesso? Ou de repente, todas essas pessoas sabem que tem direito ao tratamento, mas se negam a usá-lo, por preconceito, medo, ou até negação da doença?

Seja lá quais forem as causas, nesse caso, devemos bater palmas para a saúde pública brasileira.

"A maior riqueza é a saúde." (Ralph Waldo Emerson)



quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Em quem você acredita?

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo teve ‘queda’ para 15,6% no último mês de agosto – em julho a taxa era de 15,7% -, segundo os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED).


O contingente de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil, em última análise realizada em agosto, chega a 3,027 milhões; sendo que 1,531 milhões estão em São Paulo.


Nesse caso, acredito que falta muito que fazer para reverter esse quadro no Brasil. Mas além da atitude daqueles que elegemos para nos representar, precisamos ter consciência desses dados individualmente.


Há pequenas atitudes que podem ser tomadas para que possamos ser capazes de reverter esse quadro. A nossa maneira de enxergar o mundo é fruto do nosso jeito de pensar e agir, portanto, ao aceitarmos essa situação de braços cruzados, colaboramos para que ela seja cada vez pior.


Devo pensar que a cada momento sou capaz de renovar minhas perspectivas e formas de ver o mundo; capaz de modificar as coisas que julgo incorretas; capaz de não me acomodar com os absurdos que presencio ou ouço falar; enfim, sou capaz de modificar a minha vida e a de quem precisa. Acima de tudo sou capaz de acreditar nas pessoas, elas não podem ficar paradas.


"A responsabilidade de todos é o único caminho para a sobrevivência humana." Dalai Lama


"É injusto e imoral tentar fugir às conseqüências dos próprios atos. A natureza é inexorável, e vingar-se-á completamente de uma tal violação de suas leis." Ghandi


E você, ainda acredita?




Foto: Renata Di Giaimo

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Saga utópica de um Universo Melhor

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 191.791.000 pessoas habitam no Brasil. Ainda segundo o órgão, os objetivos do MILÊNIO são:

“Erradicar a extrema pobreza e fome
Universalizar a educação primária
Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
Reduzir a mortalidade na infância
Melhorar a saúde materna
Combater o HIV/aids, a malária e outras doenças
Garantir a sustentabilidade ambiental
Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento”

“Isso está ficando melhor? Ou você sente o mesmo? Isso vai deixar as coisas mais fáceis, agora que você arrumou alguém para culpar?
Um amor, um sangue, uma vida, você deve fazer o que você acha que deve

Uma vida, com um ao outro: irmãs, irmãos
Uma vida, mas não somos iguais
Nós temos que nos cuidar um do outro
We get to carry each other, carry each other... One, one
Nos ajudar

UM
(One, U2)

Não há como explicitar melhor o que quero dizer que utilizando números. Detalhar um pensamento complexo como a saga utópica de tentar mudar o mundo seria, a meu ver, no mínimo injusto, pois cada um interpreta seu papel nesse todo de uma forma única. Mas devo questionar: se somos 6.470.124.827 habitantes do MESMO mundo, não há nada que alguém possa fazer? Ou melhor, por onde podemos começar?

Isso não acontece aqui?
"Espreitando a morte" é a fotografia com a qual o fotógrafo Sudanês Kevin Carter ganhou o prêmio Pulitzer de foto-jornalismo em 1994. Carter teria dito que esperou cerca de 20 minutos para que o urubu fosse embora, mas isto não aconteceu. Teria dito ainda :"Um homem ajustando suas lentes para tirar o melhor enquadramento de sofrimento dela talvez tambem seja um predador, outro urubu na cena." Quatro meses depois suicidou-se.
Taxa de mortalidade infantil no Brasil– 27,4 a cada mil nascidos vivos (2005).
Aos nossos caros de profissão, amigos, irmãos... UM!