domingo, 4 de novembro de 2007

Continuar lecionando ou retomar os estudos?

Conforme divulgado na Folha Online do último dia 22, 47% dos professores da educação básica não têm diploma universitário. A única restrição para os profissionais desse nível é a de terem formação média ou o Magistério.

Se as determinações da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) fossem cumpridas, profissionais com essa formação dificilmente participariam de concursos de admissão. A partir do próximo ano, não devem mais ser contratados os educadores que não possuírem formação superior.

Em 1996, dados do Censo Escolar do MEC indicavam que apenas 20% dos docentes de pré-escolas e do primeiro ciclo do ensino fundamental possuíam diploma de nível superior. A partir daí, o número aumentou para 53% - inclusos nesta conta os professores de creches.
Apesar do aumento, 658 mil professores de creches, pré-escolas ou dos primeiros anos do ensino fundamental continuam dando aula apenas com a formação média.

A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) instituiu em suas disposições o período entre 1997 e 2007 como a década da educação e, previu no artigo 87 que ao final desse período só seriam admitidos "professores habilitados em nível superior".

Contudo, anteriormente, a exigência de formação superior para os professores do segundo ciclo do ensino fundamental já existia, por isso, fica claro que a nova determinação tem como foco os docentes de creches, pré-escolas e do primeiro ciclo do ensino fundamental.

Especialistas e professores graduados são unânimes em dizer que a formação superior deve ser obrigatória a todos os professores, seja de ensino fundamental ou médio. Principalmente porque, a base dos primeiros anos de estudos deve ser a mais sólida.

Aí cabe uma questão: o que fazer com os profissionais que lecionam há mais de 30 anos e não possuem ensino superior?

sábado, 3 de novembro de 2007

Comemorar a violência ???


Nesta quinta, a Secretaria da Segurança de São Paulo divulgou as estatísticas criminais do terceiro trimestre do ano e comemorou a continuidade da queda dos números de registros de homicídios dolosos, foram 1.217 em todo o Estado. Em 2004, houve 2.196 homicídios dolosos em São Paulo.


O sociólogo Túlio Kahn é coordenador de Análise e Planejamento da Secretaria da Segurança Pública. Ele acha que o trauma provocado pelos atentados do PCC no ano passado, o suposto incentivo a ações policiais violentas por parte do governo estadual do Rio e o filme "Tropa de Elite" são motivos pelos quais a violência policial do Estado tem índices estáveis enquanto os de homicídios dolosos caem.


A violência é tema constante das páginas de jornal e todos os veículos de comunicação. Da apologia ao medo, ela toma conta da nossa vida. Um trabalho de Psicologia que fiz semana passada trata exatamente esse assunto, como a mídia aborda assuntos violentos. Agora, me pergunto, e pergunto a vocês: a mídia é fiel ao fato violento? Assusta saber tudo ou não vende contar histórias não violentas, e assim ela aumenta e banaliza o fato? Será que o fanfarrão Capitão Nascimento ajudou a controlar a violência em São Paulo?

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Será que vai pegar?



Com o intuito de incentivar os consumidores a pedirem notas fiscais, a cidade de São Paulo implantou o programa Nota Fiscal Paulista. O sistema de nota fiscal eletrônica é o mesmo já disseminado pela Prefeitura Municipal de São Paulo, implantado em 2006 e com emissão superior a 100 milhões de notas. Com a arrecadação de 3,4 bilhões de reais, a nota fiscal eletrônica disponibilizará 154 milhões que serão revertidos à população como crédito para o abatimento no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).


O programa Nota Fiscal Paulista também garante descontos em alguns impostos – dentre outros, o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores – IPVA e o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS.


Cerca de 24 mil novos estabelecimentos já aderiram ao programa, e desde de ontem, mais 106 mil pontos já o implantaram. Estabelecimentos como padarias e confeitarias com predominância de produção própria; padarias e confeitarias com predominância de revenda; bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas; lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares; serviços ambulantes de alimentação; fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas; serviços de alimentação para eventos e recepções, como bufe; cantinas; e empresas que fornecem alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar deverão estar inscritos até o final de novembro.


Em dezembro chega a vez do comércio varejista relacionado à saúde, esporte e lazer de se adequarem ao novo sistema de emissão de nota fiscal. A previsão da Secretaria da Fazenda é de que 750 mil estabelecimentos tenham aderido à nova nota até maio de 2008.


No penúltimo dia de adesão (30 de outubro), o site da Nota Fiscal Paulista registrava o cadastro de 23.595 locais – o que representa 98% do total. A multa para os que não se adequarem é de 1.423 reais por nota não emitida.



Será que esse é mesmo um estímulo para os consumidores? E, a solução para a sonegação fiscal?



Informações: Portal G1




quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Inovar para ganhar dinheiro

"A família brasileira gasta, em média, R$ 1.778,03 por mês, valor pouco mais baixo que seu rendimento médio mensal, de R$ 1.789,66. Em quase todas as classes de rendimento o valor médio das despesas é maior que o valor arrecadado. Na classe de pessoas com R$ 400 de rendimento, ganha-se em média R$ 260,21, mas gasta-se R$ 454,70. Apenas as classes acima de R$ 3.000 gastam, em média, menos do que recebem.


Em meio a tantos gastos e poucas soluções, uma palavra pode resolver os problemas causados pela falta de emprego e oportunidades para obtenção de dinheiro: empreendedorismo. Dentro do perfil deste novo empresário, que aposta em idéias inovadoras e cria, muitas vezes, sua própria empresa, estão características como a insatisfação com sua situação atual, sensibilidade de percepção do mundo e dos mercados e coragem, claro! Porque não é fácil investir em um tipo de produto - ou serviço – que as pessoas ainda desconhecem e não se ter qualquer segurança se este irá triunfar.


Apesar de parecer haver produtos e serviços para todas as necessidades do homem contemporâneo, novos modos de vida requisitam novas características em velhos mercados ou a criação de muitos ainda inexistentes. Para se destacar, então, é necessário estar atualizado e bem preparado para saciar os anseios do cliente e conseguir, assim, ganhar dinheiro legalmente.


A partir da percepção da constante correria da população paulistana, a psicóloga e professora de Eda. Física Talia Jaoui, e sua sócia Lourdes Ottaviani, engenheira civil com especialização em Administração de Empresas, criaram a Tempo de Confiança. Sob o slogan “porque às vezes tudo o que precisamos é de uma mãozinha”, a empresa vende tempo. Isso mesmo, tempo! Ao contrário do que se pensa, não é o mesmo que comprar terreninhos no céu: você paga uma quantia por hora de trabalho para elas fazerem o que você precisa fazer, mas não tem tempo. Há uma lista de possíveis atividades a serem realizadas pela empresa, mas suas fundadoras não excluem outras necessidades e estão abertas a negociações.


A empresa, mesmo com menos de um ano de funcionamento, já vem colhendo frutos. Além da lista de clientes vir aumentando, tem ganhado visibilidade e apoio pela inovação. Entretanto, há dificuldades, e dentre as as principais enfrentadas, Talia afirma que estão fazer as pessoas entenderem este novo tipo de negócio e a propaganda, ainda cara: “Fica mais fácil e confiável no boca-a-boca”.


Apesar de tudo, nunca foi tão fácil empreender como é hoje. O acesso democrático à informação permite que o novo empresário saiba de tudo o que acontece nos mais variados mercados, requisito fundamental – e primeiro - para a criação de um negócio próprio. Isto sem mencionar a maior facilidade de acesso a recursos financeiros para a viabilização da empresa, seja por meio de investidores – número que tem aumentado - ou de empréstimos de bancos que realmente valem a pena conhecer.


Estudiosos dessa nova fórmula afirmam que ter uma experiência prévia na área em que se deseja atuar aumenta as chances de sucesso do negócio. Os criadores do site Youtube, Steve Chen e Chad Hurley, são os exemplos mais usados para embasar o argumento. Ou conheciam bem a área de web ou trabalharam em empresas do gênero. Caso este não seja o seu caso, ainda é possível se capacitar por meio de cursos, palestras, em feiras do ramo ou até buscando informações em livros como “PDI – O Poder das idéias”, de Ricardo Bellino, “Como vender qualquer coisa e a qualquer um”, de Joe Girard, e “Como chegar lá”, de Donald Trump.


Para incitar sobre o tema, o que você gostaria de comprar que ainda não há no mercado?

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Apagão do gás?

Nessa última terça feira, além do trânsito, os motoristas de São Paulo e Rio de Janeiro tiveram mais uma preocupação. A Petrobrás suspendeu o fornecimento de gás natural veicular em 17% nas duas metrópoles, justificando que necessita assegurar a geração de energia elétrica para as usinas a gás do Brasil.


As conseqüências foram mais de 89 postos de gasolina, oito grandes indústrias, como a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), a Bayer e empresas de São Paulo. Além disso, essa notícia pegou a população de surpresa, os postos tiveram filas de carros tentando garantir seu combustível. A exemplo desse desespero são os taxistas que temem o prejuízo, já que o gás é um combustível muito mais barato.


A Petrobras informou ainda que as concessionárias Comgás (de SP), CEG (Companhia Estadual de Gás – RJ) e a CEG-Rio estavam usando um volume maior que o estabelecido no contrato, e que todas foram previamente avisadas desse ‘racionamento’. As empresas divulgam que não concordam com a medida, tomada de forma arbitrária.


O gerente da CEG (RJ), Hugo Aguiar disse em entrevista para a Folha do GNV, em setembro de 2007, que: “O que a gente avalia é que se está num momento restritivo. O governo federal, por conta de um momento complicado no setor elétrico, quer reservar gás para esta área e isto acaba afetando o segmento automotivo”, explicou. Ou seja, eles tinham o conhecimento prévio desse risco, e sabem que existe uma cautela quanto a essa distribuição.


Hoje, saiu uma liminar por parte da Justiça do Rio obriga que a Petrobras restabeleça o fornecimento de gás natural às concessionárias Ceg e Ceg-Rio, como nos últimos doze meses. A estatal não informou se irá recorrer. Mesmo com a medida, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Vieira, afirma que essa redução já deu um prejuízo de quase cindo bilhões (4,5 % do PIB fluminense).


Quem deverá arcar com todo o prejuízo da população e das empresas?


Agora resta a insegurança, até quando isso ficará 'normalizado'?

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Machismo? Novos tempos nas Américas!!!!


As mulheres sempre foram exploradas pelos homens. Se há uma verdade que ninguém põe em dúvida, é essa. Mas que fique bem claro… foram !!! Nos novos tempos, ninguém pode negar que cada vez mais as mulheres vêm ocupando cargos grandiosos que antes, uma possível cogitação, soaria como piada.

E nas Américas, com a chegada do século XXI isto esta se tornando realidade. Há poucos dias, nossos co-irmãos Argentinos provaram que o tradicional machismo latino está cada vez mais longe de ser colocado em prática. No ápice da democracia de uma nação, aquele momento em que o povo deve eleger seu mais novo chefe de Estado, a recém eleita Cristina Kirchner disputava briga pelo cargo com Elisa Carrió.

Já no Chile, no início de 2006, Michelle Bachelet foi incontestavelmente eleita a primeira presidente mulher do país com pouco mais de 53% dos votos. Há quem diga que com ela no poder, as coisas estão caminhando melhor para os chilenos.

E o que dizer sobre a senadora de NY e pré-candidata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, que é apontada pelos Democratas como grande trunfo para retomar o poder norte-americano dos Republicanos de Bush.

Estes são apenas alguns exemplos; e exemplos não faltam. Em linhas gerais as mulheres estão cada vez mais mostrando o seu talento e ocupando cargos estratégicos e posições de destaque que até então eram exclusivamente dos homens. Sejam elas empresárias, politicas, médicas, advogadas… elas estão alcançando o que era incontestável, superando os preconceitos e os limites e mostrando que tem sim, muito preparo e muita competência para tais funções e responsabilidades.


Será que se não fosse assim desde o início dos tempos, as coisas não seriam diferentes?!?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

A procura da beleza perfeita! Ela existe?


Um pesquisa encomendada pela marca Unilever e feita pela StrategyOne, envolveu 3.200 mulheres, entre 18 e 64 anos de idade, de dez países (entrevistas realizadas entre fevereiro e março de 2004): EUA, Canadá, Inglaterra, Itália, França, Portugal, Holanda, Brasil, Argentina e Japão. Ela buscou identificar os componentes dos novos padrões de beleza, incluindo felicidade, relacionamento, autoconhecimento e cuidados pessoais.

Alguns dados interessantes:

2% das mulheres se descrevem como belas
59% acreditam que mulheres fisicamente atraentes são mais valorizadas pelos homem
68% concordam que a mídia utiliza padrões irreais e inatingíveis de beleza
76% dizem que a mídia retrata a beleza baseada mais na atratividade física do que na beleza
54% das brasileiras já considerou submeter-se a cirurgia plástica

Um ano após essa pesquisa, a Unilever encomendou para o Ibope, um outra coisa mil mulheres brasileiras. 57% das meninas entre 16 e 17 anos consideram a mulher “violão”, ou seja, com curvas, a que melhor representa a mulher brasileira, contra 39% para as mulheres entre 18 e 29 anos e 31% para as mulheres entre 30 e 48 anos. Apesar de 91% das mulheres preferirem mulheres normais em campanhas publicitárias, poucas estão satisfeitas com seu próprio corpo. 44% delas querem perder peso. O que elas fazem para isso? 31% se rendem aos regimes alimentares, 12% fazem ginástica, e 5% chegam a tomar remédios.

Uma outra pesquisa feita com 140 modelos, pelo psicólogo Marco Antonio de Tommaso, perguntava a elas quais notas dariam ao próprio rosto e ao corpo. Em média, deram 7,2 para o rosto e 6,3 para o corpo. Algumas modelos chegaram a se dar nota 2,5 ou 3!

Parece que a busca incansável pelo padrão de beleza atual continua. Mesmo com campanhas contra anorexia, bulimia, campanhas pela real beleza (da própria Unilever/Dove), e discussões diárias sobre o assunto nos meios de comunicação, as mulheres continuam se prendendo à um padrão estético que elas mesmas dizem ser irreal. Ou seria real? A sociedade cobra isso das mulheres?

O que seria um padrão do que é bonito em uma sociedade tão diversificada em termos físicos? Existe um PADRÃO para aproximadamente 6,8 bilhões de pessoas?

“Até que gosto do meu corpo, mas preciso afinar minhas coxas, são muito grossas. Meu peito teria que ser mais empinado. A cintura menor. Uma lipoaspiração no quadril, talvez” - H.N. 20 anos 1,74 m, 53 kg.

Três a Quinze Anos de Prisão

O número de mulheres presas no Brasil por tráfico de drogas ultrapassa a marca de dez mil. Parece chocante, mas é a realidade! Os dados foram coletados pela polícia Federal, departamento de Narcóticos de São Paulo (Denarc) e o Ministério das Relações Exteriores (fonte: Revista ISTO É). A pesquisa diz ainda, que cerca de 80% delas tem o mesmo perfil: jovens e de classe média.

Essas mulheres aceitam incisões cirúrgicas para esconder a mercadoria (ecstasy e cocaína, principalmente). Ainda de acordo com a ISTO É, elas recebem de US$ 1 mil a US$ 15 mil por ‘serviço’, e esse valor varia de acordo com a quantidade da carga.

Acredita-se que essa procura por mulheres que aceitam realizar o serviço, antes feito por homens, baseia-se na boa aparência, que despista a polícia; além da máfia que atua junto aos produtores colombianos de drogas. O fato de no Brasil, o quilo da cocaína custar por volta de US$ 4.500, enquanto na Europa é de US$ 25 mil e no Japão até US$ 100 mil, ‘obriga’ os traficantes a transportá-la rumo ao maior lucro possível.

Inclusive no último dia 27, o site do jornal ‘O Globo’, do Rio de Janeiro publicou uma matéria em destaque intitulada: Mulheres no Tráfico – Uma vida nada cor-de-rosa nas bocas de fumo. Muito interessante, e discorre sobre a vida das favelas na pele de mulheres. Fala, também, sobre o crescimento dessa atividade e como é essa atuação dentro das favelas. Vale a pena conferir:

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/10/27/326930083.asp

Baseada nessa matéria que sugeri, acredito que essas mulheres passam a ver apenas um lado de suas ações; como, geralmente, estão acompanhadas de outras que realizam as mesmas atividades (ou semelhantes), ocorre uma interação de idéias. Então, para permanecer de acordo com a maioria, seguem os ‘padrões’ e acreditam que seja algo bom para a família, em termos financeiros.

Porém, é possível afirmar que as mulheres tendem a temer a fuga dessa situação em que se meteram, pois, acreditam que esse é o jeito mais seguro de sobreviver e serem aceitas.

Até o ano de 2006, o número de mulheres presas por tráfico aumentou 76,1%.

Livro: “Falcão - Mulheres e o tráfico”, de Celso Athayde e MV Bill.




Parte do vídeo produzido pelas alunas de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Manckenzie: Fernanda A. Kuslevicius / Helena Sá / Laura Andrews / Marina Beltrame / Patrícia Schiaveto / Renata Di Giaimo Sommerfeldt / Roberta Santoro;

Entrevista (na íntegra) realizada no município de Rio Claro - SP, pela aluna de Jornalismo do 5° semestre Marina Beltrame.

sábado, 27 de outubro de 2007

Copa do Mundo Aqui ???


Atualmente, devemos nos acostumar com diversas manchetes sobre este tema...


Claro, o Brasil é o pais do futebol... nada mais justo e coerente do que termos o grande espetáculo da bola no país da bola....


No entanto, as coisas nao são bem por ai. Com os investimentos estimados para realização de tal evento poderíamos resolver diversos problemas que nos defrontam diáriamente !!


O índice de analfabetismo no Brasil, de acordo com pesquisa do IBGE gira em torno de 10% da população, o índice de desemprego esta em torno de 15% (Diese), a criminalidade esta evidente em cada esquina deste país.


Tomando como base que os jogos Pan Americanos realizados em Julho deste ano no Rio de Janeiro (em apenas uma cidade), com um orçamento incialmente previsto para R$ 800 milhões, na verdade ultrapassou R$ 3,5 bilhões; quanto será que gastaríamos para revitalizar os estádios, os estacionamentos, centros de treinamento em aproximadamente 10 capitais do Brasil??


No entanto, devemos considerar que um evento de tais proporções no Brasil, iria alavancar o mercado de turismo no país. Cidades como Rio de Janeiro, Maceió, Natal e Florianópolis, privilegiadas por suas belezas naturais, enxergam neste evento uma grande oportunidade para seus interesses econômicos, como por exemplo revitalizar a segurança e os tranportes públicos de suas cidades. Sem considerar que seria uma grande oportunidade de mostramos para o mundo que somos sim capazes de organizar uma Copa do Mundo, e que o Brasil pode sim ser considerado um dos países emergentes deste novo século.


Fica um questionamento:
Vale a pena tamanho investimento? Vamos discutir quais são as prioridades?? Vamos??

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

São Paulo de todos, São Paulo de ninguém...

Não é de hoje que os paulistanos são xenofóbicos – senão a maioria, grande parte deles. Porém, não há outra cidade que misture tanto os genes, de tantas etnias, como São Paulo. É só estar no centro da capital para perceber isso! Não há raça que não se encontre; não há aparência física que não seja comum; enfim, não existe rosto que não caiba em São Paulo.

Considerada a cidade de maior diversidade cultural do Brasil e uma das mais diversas do mundo, São Paulo conta com 2,3 milhões de imigrantes vindos de todas as partes do globo. É a terceira maior cidade italiana do mundo, a maior cidade japonesa fora do Japão, a terceira maior cidade libanesa fora do Líbano, a maior cidade portuguesa fora de Portugal e a maior cidade espanhola fora da Espanha.

Está nas raízes da cidade ser multicultural e, é justamente por isso que é tão rica. O que seria dos paulistanos se não fossem os imigrantes? A mistura de raças, etnias e culturas se acentuou com o correr do tempo e marcou profundamente a vida cultural, social e econômica da cidade, transformando-a em a 19ª cidade mais rica do mundo!

Além disso, é a 34ª entre as cidades mais caras; a que tem a 2ª maior frota de helicópteros – atrás apenas de Nova Iorque; a cidade que tem o 5º maior zoológico; a que recebeu o título de “Capital Mundial da Gastronomia” de uma comissão formada por representantes de 43 nações; a que possui uma das 8 ruas mais luxuosas de compras do mundo (Rua Oscar Freire), dentre outras estatísticas.


O que se ganha com isso? Identidade!
Identidade que tem a cara de São Paulo e a cara do mundo!




E você, o que tem de São Paulo? E, o que São Paulo tem de você?
Foto: Radiobrás

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Qual é a sua?


O Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) declarou Patrimônio Cultural do Brasil o samba carioca. Uma semana depois, na terça-feira (16), a prefeitura do Rio de Janeiro declara a bossa nova Patrimônio Cultural Carioca.

Dois motivos de orgulho para todo brasileiro, não só o carioca. Assim como estão presentes, na foto acima, dois personagens que muito colaboram para a sobrevivência deste sentimento em momentos de crise; personagens de um Brasil bonito, rico e exemplo para outras nações em muitos aspectos.

Exemplos para um Brasil de 188.298.099 habitantes (2006), 8 514 215,3 km², composto por 27 Unidades da Federação e 5 507 municípios.

E você, com que Brasil você se identifica? E de qual sente vergonha?


Águas de Março (Tom Jobim)

"É pau, é pedra, é o fim do caminho / É um resto de toco, é um pouco sozinho / É um caco de vidro, é a vida, é o sol (...)"

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Onde estará a justiça?

A pena de morte foi aplicada em praticamente todas as civilizações como forma de punição para os crimes cometidos. Atualmente, encontra-se numa esfera legal, onde o contexto sociológico é muito diferente.



Foto: humanidadedesumana.blogs.sapo.pt

Ainda que haja democracia e que seja nossa forma de governo, devemos perceber nossa realidade. Não há um corpo policial de inteira confiança, muito menos sob o controle total do Estado. Notícias sobre abuso de autoridade e mortes mal explicadas são diariamente divulgadas. Os próprios criminosos fazem suas leis tanto fora, quanto dentro das prisões e muitas vezes com ajuda de policiais.


Com base nesses fatos, podemos verificar que a implantação da pena de morte no Brasil, a princípio, não amenizará a insegurança da população, e provavelmente não terá poder para inibir os crimes.


As grandes desigualdades sociais e econômicas também devem ser levadas em conta, as classes dominantes têm privilégios que a maioria da população não tem. E essa maioria fica submetida à violência, à discriminação, à falta de educação, de cultura e de justiça.


Justamente nesse ponto verifica-se que a introdução da pena de morte no Brasil deve ser muito bem estudada. Do contrário, essas classes mais pobres podem sofrer conseqüências drásticas para aumentar sua insegurança e descrença com nossa instituição de poder.


Será que essa atitude não poderá acarretar graves conseqüências na forma de viver e pensar da população? Afinal, estaremos divulgando o desrespeito à vida e precisamos saber até que ponto isso vale a pena.



Continentes onde a pena de morte foi abolida:

- África do Sul - 13 países; (última execução em 1995, Libéria).

- Américas - 16 países; (última execução em 1977, Bermudas).

- Ásia - 10 países; (última execução em 2000, Filipinas).

- Europa: Durante os séculos XIX e XX todos os países europeus aboliram a pena de morte, com exceção da Bielo-Rússia e Rússia (embora, nesta última, exista uma moratória desde 1996).

- Oceania - Apesar de três países desse continente ainda reterem a legislação da pena de morte (Nauru, Papua-Nova Guiné e Tonga), nenhuma execução é realizada na Oceania desde 1982.


Ainda que o criminoso seja passível de punição, é justo o Estado tirar sua vida intencionalmente?


"Os atos contra a natureza engendram distúrbios contra a natureza”. (William Shakespeare)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O tempo em fatias...


Cortar o Tempo
Carlos Drummond de Andrade

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar
no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e
entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra
vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra
diante vai ser diferente”.


Li esse poema de Carlos Drummond de Andrade e achei incrível! Achei conivente com a situação que as pessoas se encontram hoje, tendo como única saída a ESPERANÇA.

É uma forma de traduzir nossos anseios e sonhos em realidade. É uma maneira de poupar os absurdos que vemos ao nosso redor. E acreditar que um dia tudo pode mudar!

Acredito sim, que é uma dose de anestesia e de ânimo para continuar a lutar!

Todo fim de ano fazemos uma retrospectiva de tudo que aconteceu em nossas vidas. Olhamos para trás e avaliamos todos os acontecimentos. Ficam na lembrança muitas coisas boas, e revemos tudo o que não foi bom.

Novo fôlego para o ano que chega, cheio de vontades, projetos e promessas.

Promessas e projetos que muitas vezes não são cumpridos, apenas idealizados. Aliás, a maioria deles. Mas mesmo assim, todo ano repetimos tudo de novo...

É um incentivo para continuar?

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Sem rótulos, apenas um desabafo!

Hoje vou compartilhar uma experiência nova que tive no fim de semana. Alguns me acharão uma tonta, outros irão me entender, outros não sei.... O post vai ficar meio grande, desculpem, mas vou ter que contar tudo!
Estava eu em minha sexta a noite, rumo ao Rosas de Ouro, encontrar com amigos, sambar, dar risada. Quando o telefone de uma amiga que estava no carro toca e ela diz: tenho vip pra mulher na Lotus e homem é 80 reais!
Meu mundo começa a mudar já! Decidimos os três irmos, o menino pagaria 40, eu e minha amiga dividiríamos os outros 40, 20 cada uma. Pensei comigo: com 20 reais tomo umas 3 cervejas. Volto pra casa e me fantasio, até gostei dessa parte, é legal se arrumar. Vamos em direção a essa balada, que eu já ouvi muito falar, dizem que é ótima, só gente bonita. Eu quero mais é me divertir, seja lá onde for!
Chegamos, e na primeira revista meu amigo é barrado por portar um Sorine no bolso. Deixa o Sorine né, afinal, o que são 10 reais pra qualquer um da fila?! Sobe elevador, mais uma fila, pego a comanda, entro....
Um lugar pequeno, onde todos se enxergam, bonito, com pessoas MUITO bonitas! O som não me agrada muito, mas....
Vou ao bar e pergunto: qual cerveja tem e quanto é?
Barman: Longneck Primus, 14 reais! Facada no pulmão parte I
Eu: Caipirinha?
Ele: 28 reais Outro pulmão morto
Eu: Vodka e energético?
Ele: Vodka 18, energético 15
Essa hora eu já estava quase caída no chão, e o barman vira e fala: fecha uma vodka com seus amigos, 400 reais!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pensei o seguinte: vou dançar! E fui! Dancei bastante, para esquecer aquilo que foi me dito no bar! Até consegui, porque a luz strobo me deixou maluca (quem me conhece sabe que não fico 5 minutos perto dela, eu fiquei a noite toda!). Dei risada com meus amigos, com pessoas que conheci. Percebi que realmente existem pessoas lindas e com disposição para ficar 3 horas se arrumando, e percebi que tem gente que tem menos idade que eu, não trabalha ainda e PODE beber e comer a noite toda nesse lugar.
Vamos pagar? Vamos! Minha comanda passa, e não tem nada, minha amiga também. Meu amigo perdeu a noção um pouco, e digo um pouco porque quando vi a menina do lado passando a dela e a caixa dizendo: 720 reais, vi que 80 não era nada! A do outro lado diz: 900 reais!
Saio, boba, vou ao encontro dos meus amigos que estavam no Rosas de Ouro, e eles me dizem que viram Leci Brandão por 10 reais e tomaram cerveja a noite toda!
Pausa para reflexão:
-Uma cerveja no supermercado custa 1 real; 10 limões, 1 real; uma vodka, 15 reais
-Se eu passar 2 meses em casa, sem gastar nada, não ajudar nas contas, não comer no trabalho, não comer na faculdade, eu posso ir nesse lugar e gastar 900 reais.
-Cobrar 400 reais por algo que custa 15, é ganhar 2.600% em cima de você.
Pausa para a reflexão 2: Imagino que você chegue nesse lugar, a pessoa olha pra você e diz: olha, vou assaltar você na cara dura, beleza? E você responde: Ok, vamos lá!
Me pergunto: por quê? Uma pessoa que coloca a arma na sua cara e pede seu relógio não é mais digna do que essa que estupra seu bolso sem pudores? Por que o ladrão você denuncia, e essa pessoa você além de não falar nada, pede para ela te roubar? Status? Você realmente tem tudo isso pra gastar? Você se diverte mais ali do que o cara vendo Leci Brandão num lugar simples?
São tantas perguntas, tantas indagações, e tenho apenas uma resposta: Existe um mundo mágico dentro dessa nossa realidade, e esse mundo não é nem de longe melhor que o nosso! Por que? Porque é bom sonhar, mas ter os pés no chão e enxergar a realidade é preciso! Ou não?
Posto minha experiência tentando estar desprovida de qualquer rótulo e preconceito. O que você achou da minha descoberta? Fique a vontade para QUALQUER comentário! Sem fotos por hoje!

domingo, 21 de outubro de 2007

Transporte público: solução ou repulsa?



Em meio a discussões sobre o impacto ambiental que o transporte privado causa, são sugeridas soluções como o uso do transporte coletivo (ônibus, metrô e trem) ou opções paliativas como bicicleta e outros veículos não motorizados.
A intenção é boa, contudo, falta estrutura. Apesar de o transporte público da cidade de São Paulo ser considerado um dos melhores do mundo, ainda está muito aquém da necessidade da população.
O metrô, por exemplo, recebe cerca de 1 milhão e 900 mil pessoas por dia; os ônibus, aproximadamente 8 milhões e 200 mil, e os trens, 1 milhão - isso sem contar as lotações e outros meios de transporte.
Somadas, chegariam perto dos 12 milhões!

Embora sejam muitas as pessoas atendidas, o número ainda não é suficiente. Diariamente, são registrados por volta de 120km de lentidão nas principais vias da capital nos horários de pico. E, com eles, os grandes problemas ambientais. Isso mostra que, mesmo tendo uma malha de transporte público vasta e de qualidade (se comparada a de outros países), a demanda é maior e não atende ao custo benefício.

Dou um exemplo: uma pessoa que mora na Zona Leste leva, em média, 2 horas e meia para chegar à Zona Sul da cidade. Tendo em vista que o dia tem 24 horas, 5 delas seriam gastas somente no percurso de ida e volta. Para um trabalhador que tem como horário de entrada em seu emprego às 8 horas da manhã, no mínimo seu dia começaria às 5h30min (isso sem contar o tempo de preparação para sair de casa).

Ora, se o transporte coletivo de São Paulo é caro e insuficiente, o que nos faria então, usufruir dele? Ou, o que poderíamos tomar como alternativa ao uso do transporte privado?

Deixo a pergunta a vocês, leitores...


Foto: Folha de São Paulo

Os dados são daCPTM, Metrô e SpTrans.

sábado, 20 de outubro de 2007

Identidade

Teve início na terça-feira (16) em Paris, a 34ª reunião da Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que a cada dois anos reúne todos os seus Estados membros. Com o intuito de provocar reflexões, orientar políticas de conduta e definir metas, a reunião segue até o dia 3 de novembro e conta com brasileiros para buscar conquistas.
Na edição passada do evento, celebrada também em Paris de 03 a 21 de outubro de 2005, foi abordada uma questão ainda em pauta e que pouco obteve mudanças. No documento que legitimou a “Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais” consta:


Afirmando que a diversidade cultural é uma característica essencial da humanidade,
Ciente de que a diversidade cultural constitui patrimônio comum da humanidade, a ser valorizado e cultivado em benefício de todos,
Sabendo que a diversidade cultural cria um mundo rico e variado que aumenta a gama de possibilidades e nutre as capacidades e valores humanos, constituindo, assim, um dos principais motores do desenvolvimento sustentável das comunidades, povos e nações,
Recordando que a diversidade cultural, ao florescer em um ambiente de democracia, tolerância, justiça social e mútuo respeito entre povos e culturas, é indispensável para a paz e a segurança no plano local, nacional e internacional, Celebrando a importância da diversidade cultural para a plena realização dos direitos humanos e das liberdades fundamentais proclamados na Declaração Universal dos Direitos do Homem e outros instrumentos universalmente reconhecidos, (...)".


Passados muitos andos, endos e indos, o documento dispõe suas conclusões. Convém incitar se muito se fez, ou sentiu, acerca desse assunto.


- Os povos buscam manter suas características originais ou estão cada vez mais tentando fundirem-se a uma cultura dominante?


- Se não buscam, ao menos tentam resistir a um movimento homogeneizante?


Foto: Luciana Cattani e Gabriel Boieras.


Esse post continua na próxima quinta-feira (26).

É doce, mas o preço é salgado!

Um resort no Sri Lanka criou uma sobremesa especial. É uma cassata italiana de folha dourada com Irish cream, servida com compota de manga e, romã e com calda de Sabayon de Champagne (sobremesa francesa feita de gema de ovo batida).
É decorada com uma escultura de chocolate que representa um pescador se agarrando numa palafita (antiga forma de pesca local), além de uma água marinha (pedra preciosa de 80 quilates).


O mais surpreendedor é o preço: míseros 29 mil reais!


Segundo o gerente de relações públicas do hotel, a sobremesa – nomeada de “A Indulgência Elevada do Pescador” – é um doce criado para ser único. E é justamente isso que é. Já pode ser considerada a sobremesa mais cara do mundo, segundo o Guiness Book.
Ok! Não há de se negar que o doce aparenta ser gostoso. Contudo, nos coloquemos a refletir (talvez até a viajar um pouco).


No Brasil, um trabalhador que tenha como renda o salário mínimo, gasta R$194,34 para ususfruir de uma cesta básica. Deste modo, deve trabalhar, em média, 112 horas. Se este mesmo trabalhador resolvesse comer uma dessas sobremesas, deveria poupar cerca de 149 cestas básicas, ou seja, deixaria de fazer suas refeições essenciais em, pelo menos, 1 ano (considerando que a família consuma somente uma cesta básica ao mês).


Por outro lado, se uma pessoa de classe média-alta quisesse usufruir desse “doce de luxo”, somente perderia a oportunidade de doar essas cestas básicas e assegurar o alimento essencial de 149 famílias.


E você, quanto pagaria por essa sobremesa?


Fonte: foto e informações do Planeta Bizarro (globo.com)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Por que não?

De 25 a 28 de Novembro acontecerá o 2º Congresso Internacional de Controle do Câncer no Rio de Janeiro. Cientistas, médicos e pesquisadores se encontrarão para discutir sobre o assunto e encontrar soluções para a doença.


- Como estimou-se, no ano de 2006 ocorreriam 472.050 novos casos no Brasil e os tumores infantis deveriam corresponder a um valor que variaria de 4.700 a 19.000 destes.


- Mesmo havendo melhoras na qualidade dos tratamentos – houve uma queda de aproximadamente 35% da taxa de mortalidade – o câncer é invariavelmente fatal, sendo a terceira ( e, em algumas regiões, a segunda) causa de morte entre 1 e 15 anos no país. A incidência vem aumentando desde a década de 70 (6,1% em 15 anos) e hoje a taxa geral de cura é de 70%.


Algumas medidas implementadas na Política Nacional de Transplantes de Medula Óssea ocasionaram no crescimento do número de doadores ao longo dos últimos anos. Em 2004 havia cerca de 80.000 doadores cadastrados; em 2006 tal marca era de 342.453 doadores, dos quais 24.005 eram só do estado de Minas Gerais – com o maior número de cadastros e quase 10 mil a mais do que o segundo colocado. A chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a uma em cem mil.


Por que não?



Para mais informações acesse:


http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=489

http://www.gacc.com.br/



"Sorrir / Quando a dor te torturar / E a saudade atormentar / Os teus dias tristonhos, vazios / Sorrir / Quanto tudo terminar / Quando nada mais restar / Do teu sonho encantador” (“Sorrir”, Djavan)

Nos cabe julgar?

“Uma operação policial na favela da Coréia, em Senador Camará (zona oeste do Rio), deixou 12 pessoas mortas nesta quarta-feira, segundo informações do governo do Estado. Entre os mortos estão uma criança de 4 anos e um policial civil. As outras vítimas seriam traficantes que entraram em confronto com a polícia”.
Fonte: Folha Online


Essas operações são comuns nas favelas de São Paulo e, principalmente, do Rio de Janeiro. Mas agora isso está em evidência na mídia e fora dela.


Participaram da operação quase 300 policiais, e de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, apenas onze pessoas foram presas. Mas, além disso, foram apreendidas várias armas (fuzis, granadas, pistolas e uma metralhadora), além de celulares, rádios, drogas e munição.


Como grande parte das operações, o objetivo era de prender os criminosos, traficantes e recolher as armas que chegam à favela. Porém, essas ações sempre deixam feridas e/ou mortas pessoas que não tem nada a ver com essa ‘briga’. Nesse caso, um menino de quatro anos foi atingido e morreu a caminho do hospital.


Aí está a diferença de ‘ação e reação’. Nesse caso a população não vai gritar pelo direito do menino da favela? Qual a diferença entre ele e os garotos de classe média ou alta? Creio que a diferença esteja no dia-a-dia! Isso acontece sempre, não é novidade pessoas morrendo diariamente nas favelas, seja pela mão de bandidos ou policiais.




- As áreas em torno das favelas do Rio tiveram um salto nas estatísticas sobre a violência em 2007.
- De acordo com o Instituto de Segurança Pública, foram 91 assassinatos e 111 mortes com alegação de resistência (mortos pelo corpo policial).
- Esses dados são baseados entre janeiro e agosto de 2007 e mostram que houve mais mortes nas ações policiais e não nas criminosas.
- As estatísticas sugerem o AUMENTO de homicídios no Estado do Rio de Janeiro.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Eleição célebre!

A próxima eleição virou palco de candidatos famosos. Celebridades resolveram entrar no mundo político para disputar as eleições municipais de 2008. Podemos escalar no time dos famosos que se filiaram a um partido personalidades como: o estilista Ronaldo Ésper, o apresentador Sérgio Mallandro, o ex-jogador Viola, o cantor Rafael Ilha, a modelo Renata Banhara, a ex-vedete e jurada Marly Marley, a apresentadora Cristina Rocha, a cantora Gretchen e o empresário Oscar Maroni.

Duas vertentes norteiam essa questão: primeiro o oportunismo dos famosos candidatos artistas, que optam pela política quando a carreira não vai bem, a fim de ter espaço na mídia, aproveitando-se da fama para conseguir votos. E os partidos que se aproveitam das celebridades para conseguirem votos e também puxar votos para candidatos desconhecidos do mesmo.

Há certo preconceito em relação à candidatura de famosos. A maioria das pessoas associam suas opções pela vida pública de uma forma negativa. Acho que é uma questão muito polêmica e contraditória, pois ao mesmo tempo em que remetemos às razões colocadas no parágrafo acima, é significativo considerar que o espetáculo de escândalos e corrupções que vemos em Brasília todos os dias, são frutos de pessoas que não são celebridades.

Nessa linha de raciocínio, podemos considerar que não é a profissão do candidato que fará dele um melhor ou pior político. Temos o Congresso que merecemos, não adianta sermos passivos ao que acontece em Brasília e reclamarmos das péssimas atividades parlamentares exercidas pelos nossos políticos. Para melhorar os candidatos depende da melhoria dos próprios eleitores.

Portanto, deixo aqui uma pergunta:
O eleitor brasileiro, cansado de ver seu voto desperdiçado, deve ver essas opções como uma saída?